Encontro discutiu os impactos do consumo de nicotina, os desafios da prevenção e os perigos dos dispositivos eletrônicos.
Em alusão ao Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado em 31 de maio, nossas equipes participaram, na manhã desta quarta-feira (13), de um encontro promovido pelo programa Momento Saúde para debater as complexidades do tabagismo na atualidade. A ação integra a campanha “Cigarro e Vida, Não Rima”, criada em 2023 e já consolidada na agenda de iniciativas de promoção à saúde.
Com o tema “Por que ainda fumamos, mesmo sabendo dos riscos?”, o enfermeiro especialista em cuidados críticos e intensivos Rodrigo Bandeira conduziu uma análise sobre o vício e os novos desafios da saúde pública.
Além do pulmão: uma doença sistêmica
Um dos pontos centrais da palestra foi desmistificar a ideia de que o cigarro afeta apenas o sistema respiratório. Rodrigo alertou que o tabagismo é uma doença sistêmica, capaz de causar danos severos aos sistemas cardiovascular, renal e metabólico. O impacto ocorre em todo o organismo, exigindo um olhar atento para além da falta de ar.
As novas armadilhas: vapes e tabaco artesanal
O especialista trouxe um alerta importante sobre a “barreira sanitária” rompida pelos cigarros eletrônicos, os chamados vapes. O que muitos enxergam como uma alternativa inofensiva é, na verdade, uma nova armadilha que alimenta uma epidemia entre os jovens, com níveis de nicotina que podem superar os do cigarro convencional.
Além disso, o uso do tabaco artesanal também foi discutido como uma falsa percepção de redução de danos, já que, na prática, mantém ativo o ciclo da dependência.
O desafio de parar: as três camadas do vício
Rodrigo explicou que o processo de cessação do tabagismo é complexo porque o vício não é linear, mas composto por três camadas fundamentais:
- Dependência química: a necessidade física da nicotina no cérebro.
- Dependência psicológica: o uso do cigarro como mecanismo emocional para lidar com estresse e ansiedade.
- Hábito comportamental: os rituais associados ao consumo, como o cafezinho ou a pausa após as refeições.
Apesar das dificuldades e do risco de recaídas, abordadas não como fracassos, mas como parte do processo de aprendizado, a mensagem final foi de esperança. Rodrigo detalhou os benefícios que o corpo apresenta após interromper o consumo:
- Em 20 minutos, a pressão arterial e a pulsação voltam ao normal.
- Em 48 horas, o olfato e o paladar apresentam melhora significativa.
- A longo prazo, os riscos de infarto e câncer diminuem drasticamente, demonstrando a capacidade de recuperação do organismo.
A campanha “Cigarro e Vida, Não Rima” reforça seu compromisso com o bem-estar e a saúde de todos, lembrando que a informação é uma das principais ferramentas para quem busca uma vida com mais qualidade, fôlego e saúde.








